O povo que o povo é

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O povo que o povo é

Mensagem  starken em Qui Jan 26, 2012 3:57 pm

Gustavo Caetano
O povo que o povo é


Desde pequenos aprendemos que é errado desobedecer, que a atitude de questionar uma ordem é inaceitável, e simplesmente aceitamos nos curvar aos “mais fortes”. Crescemos com o conceito abstrato de que dinheiro nos dá poder, e então lutamos com unhas e dentes e passamos por cima do que for preciso para possuir a maior quantidade deste e nos tornarmos cada vez mais poderosos, e esquecemos-nos da nossa humanidade, esquecemos do valor dos sentimentos, do valor da luta conjunta e da igualdade. Passamos então a nos entregar completamente aos interesses individuais.

Com o passar do tempo caminhamos para longe da bondade, da compaixão, da honra, distanciamo-nos da nossa verdadeira essência. Corremos como loucos, cada um com sua imensa sede de poder, batalhando apenas pelos interesses pessoais ou de grupos aliados. Não nos importamos com a miséria, acreditamos que ela não nos afeta. Enchemos nossas bocas para dizer que “bandido bom é bandido morto” e nem nos damos ao trabalho de refletir sobre qual foi a trilha, estreita e quase sempre sem possibilidades de volta, que levou o personagem social denominado bandido à situação lastimável em que chegou. Somos movidos pela ganância, vaidade e egoísmo.

Passamos todos os dias das nossas vidas compactando os problemas sociais e deixando-os de lado. Julgamos tudo e todos com a voz da maioria, maioria alienada por sonhos falsos, plantados por pessoas falsas em posições inexistentes. Carregamos estampados em nossas faces os símbolos da ignorância, do descaso, do personagem facilmente controlado, que nem se quer tenta retomar o controle. Aceitamos os métodos de controle por força, aceitamos o uso da violência e aceitamos que isso definitivamente está certo. Formamos o elenco do teatro de baixarias que o sistema nos força a encenar.

Somos forçados a enxergar através dos olhos do sistema, sonhando e vivendo como ele quer. Seguimos regras sem questionar e não nos importamos com suas falhas. Somos movidos como soldados cegos por uma “pátria mãe gentil” que suga toda nossa humanidade para benefício de uma minoria.

Simplesmente desfrutamos da desnecessidade de reflexão.

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